Hoje tive um acidente.
E vou eu na minha vidinha para o trabalho e ao entrar numa rotunda a pessoa que seguia atrás de mim bateu-me na traseira. Ninguém ficou ferido. Menos mal. Mas é daquelas coisas sempre chatas de acontecer. Não tive culpa mas estou envolvida. E agora tenho que ir ao seguro e tratar do que está estragado, perdi imenso tempo a chamar a policia e a tratar de toda a burocracia necessária. Enfim... tudo para ficar no mínimo resolvido.
Já é o meu segundo acidente de carro desde que tenho carta. Mas em relação ao meu primeiro acidente no meio do azar, também tive sorte. Sim, é preciso ter sorte com quem nos calha na rifa que conduz a outra viatura.
Infelizmente há pessoas cada vez menos sérias e cívicas. Capazes de assumirem os seus erros e admitir a culpa. Quantos não teimam até ao fim que a culpa é sempre do outro? Mesmo quando a culpa é evidente? Quantos não fazem de tudo para prejudicar o outro tentando tirar o maior proveito possível? Aproveitam até para arranjar mais do que é que foi prejudicado? É o que mais existe neste país. Embora ache que ninguém bate noutra pessoa por querer. Mas já não digo nada.
No meu primeiro acidente (há mais ou menos 2 anos) fui eu que bati. Dei-me como culpada desde o inicio. Assumi. Mas o infeliz (sim, foi um infeliz) decidiu aproveitar-se da situação e o carro dele ficou bastante danificado. Já nada funcionava. Não digo que não. Mas ele estava a exagerar porque à vista o carro só ficou com riscos e mesmo que tivesse com problemas internos não era nada daquilo que dizia. Mas pronto ele ficou mais feliz à minha custa. Só para pensarem no concerto do meu carro eu gastei metade do que dei por ele. O maior prejuízo foi meu e depois ainda tive de levar com uma besta daquelas.
Neste segundo acidente foi a pessoa que me bateu. Assumiu. A pessoa que estava com ela ainda se começou a armar em parva. Queria implicar ou arranjar motivos para tal mas não dei trela. Ele mandou-a ir para dentro do carro e não sair mais. Foi o melhor que fez. O senhor está reformado mas foi sério. Fizemos declaração amigável. Chamamos a policia para ficar registado e dentro do estrago feito resolvemos a questão dentro da normalidade. Não discutimos quem tinha ou não razão. Para quê discutir? Estava feito, nada a fazer. No final pediu-me desculpa inclusive.
É sempre chato estas coisas. Porque mexem sempre com o nosso quotidiano. Mas se as pessoas forem certas e agirem conforme os bons modos e condutas éticas não é melhor?