quarta-feira, 17 de outubro de 2018

Quando vamos deixar de ignorar?

É talvez dos assuntos mais falados hoje em dia. Nunca sai de cena. Nunca desatualiza. Nunca fica "fora de moda". Todos os dias vemos casos de violência doméstica na tv. Conhecemos sempre alguém que conhece outro alguém que já foi, é ou mesmo...será a Vitima.

Que é um crime público toda a gente já sabe. Mas ainda se vive muito o  "Entre homem e mulher ninguém mete a colher". Há pessoas que vivem neste mundo anos e anos. Como é possivel?

Quantas vezes fechamos os olhos? 
Quantas vezes fazemos de conta que não sabemos de nada? 
Quantas vezes ouvimos "eu também levei, tens de aguentar!"?
Quantas vezes ouvimos "não quero problemas para o meu lado"?
Quantas mais vezes vamos tolerar isto?

Ninguém tem o direito de maltratar desta forma alguém. 
Não nascemos nem temos que nos submeter a isso. 
Bater é matar! Matar por dentro e por fora. 

Muitas pessoas ficam num caco. Vivem uma mentira todos os dias. De nada resta delas. Sobrevivem ao inferno a que chamam de vida. Fecham-se para o mundo e ficam naquele a que para elas é normal. "Têm de ser!". Não são capazes de dizer chega. De por um ponto final. Em muitos casos, o sofrimento já é tanto, que querem mas são incapazes de dar esse passo.

Respeito é um direito de todos. Não é coisa que uns tem e outros não. E o não denunciar casos de violência é não respeitar o Ser Humano. É não respeitarmo-nos a nós próprios. Hoje é ele/ela. Amanhã posso ser eu. 

Basta. Se tem conhecimento denunciem. Ajudem.

Isto vem a propósito da capa da revista da Cristina Ferreira deste mês. E é por isso que gosto dela. Tanto brinca com tudo e mais alguma coisa, incluindo ela mesma, como fala de coisas sérias. Chama-se a isto serviço público. 

(Imagem:site Revista Cristina)

Segundo a APAV(Associação Portuguesa de Apoio à Vitima), no seu relatório anual de 2017, cerca de 75% dos crimes praticados na categoria de crime contra pessoas são de violência doméstica. Registaram-se 16.741 casos em 2017. Isto não assusta? E não estamos a falar dos camuflados...

"Isto Não é Amor"!

terça-feira, 16 de outubro de 2018

O improvável tornou-se provável

Enquanto escrevia um post para o blog, eis que começo a ouvir nos meus phones algo em que pensei:"Mais uma kizomba!". Estão a ver quando deixam o youtube escolher as musicas que vocês ouvem?? Pois, dá nisto! Nem dei por ela quem era mas deixei estar.

A meio da musica ouço "Vamos fugir" e pensei: "Vamos pois!". Fugir é comigo e apetece-me muitas vezes 😅. Até que chega a vez da voz feminina. Aí fui ver quem era e não é que me espanto? A Cuca Roseta neste registo?? Eis que o impossível torna-se possível... 

(video:Youtube)

A mistura do kizomba com o fado parece qualquer coisa que não se conjuga. É daquelas coisas arriscadas. Ou fica bom ou então é uma grande asneira. E digo eu, que não percebo nada desse mundo. A minha opinião é meramente auditiva. E olhem que eu ainda sei o que é ou não bom para os meus ouvidos! (ou não...).

A Cuca não perde a sua identidade, não esquece a guitarra do fado e traz isso tudo para um novo mundo e o resultado até ficou bonito. Primeiro estranha-se mas depois entranha-se. E já agora, "Vamos fugir...para longe daqui?".

segunda-feira, 15 de outubro de 2018

"Sobre o Amor" de Daniel Oliveira

(foto: minha)

Este é o terceiro romance de Daniel Oliveira. Li o primeiro dele - "A Persistência da Memória" e não gostei muito. Não me cativou nem um pouco e como tal nem comprei o segundo livro. Este, "A formula da saudade" é a continuação do primeiro.

Contudo, não sou pessoa de desistir à primeira do quer que seja, nem mesmo do Daniel. Que toda a gente conhece e que tem aquele ar tão fofinho quando diz "O que dizem os teus olhos?" acompanhado com um sorriso malandro. E foi só por isso que decidi dar-lhe uma segunda oportunidade. Toda a gente merece uma não é?! Pronto.... lá obriguei o namorado a dar-me. Tinha de ser. Não podia passar.

Foi mais um para "a montanha" (está cada vez maior!) dos "para ler em breve". Mas quando lhe peguei, oh menina, foi-se num instante. Não demorou muito a chegar ao final. Acho que a escrita deste não tem nada a ver com o primeiro (foi o único que li) ou então sou eu a delirar. O livro lê-se muito bem tornando-se catita (what??).

Pensando bem, acho que gostei porque Paola, a protagonista, é italiana. Itália é um país romântico, tenho dito. Em alguns momentos fala-se de Florença. E eu como lá estive este ano até parece que foi de propósito (e há lá coincidências!?). É tão bom e tão diferente a sensação de lermos sobre um local em que já lá estivemos na realidade. Ao ler é como se naquele momento, estivesse novamente lá. É como se estivesse a assistir, lá no local, àquele mesmo desenrolar de acontecimentos. Poderia bem ser.

Mas deixemos de falar de coincidências e de misturar a ficção com a realidade. (Está parva a miúda agora!...É a idade.... já não caminha para nova!). Enfim...

O livro relata a história de duas pessoas que se conhecem por obra do acaso. 
Paola, italiana, é hospedeira de bordo mas com o objetivo de mudar de vida em breve. Procura a realização pessoal. Consciente do que quer e do que precisa sabe para o que não está preparada ainda. O sofrimento que possui tão presente não a deixa atirar-se de cabeça.
Frederico, português, escreve novelas. Talvez, daí o seu lado mais romântico. Sabe o que dizer na hora certa e fica sempre bem. Têm sempre uma resposta para tudo.

Dois mundos tão diferentes que se ligam e se encontram pelo destino. A química entre os dois existe desde o primeiro encontro e desde então, torna-se difícil esconder e esquecer o que não pode ser simplesmente ignorado.
Será Paola capaz de esquecer o passado e correr o risco de viver o amor?
Será Frederico capaz de a convencer com todos os seus argumentos?

O final não é o que se espera porque "Amar é deixar o amor ser"...

sábado, 13 de outubro de 2018

Por aqui o tempo corre mais que eu

Tive uma semana que passou a correr. Sempre para trás e para a frente no trabalho. E assim o tempo voa...
Entretanto na minha vida...
...
Já começo a pensar e já estou na minha altura (para mim já acho que é tarde) de começar a pensar nos presentes de natal. Não gosto de deixar para a ultima até porque gosto de personalizar cada presente. Eu adoro o Natal. É a altura mais bonita do ano.
...
Estou seriamente preocupada com as minhas personagens do livro que estou a ler. Ontem foi um tanto. Foi até adormecer com o livro aberto. Quanto mais acontece mais está para acontecer. Aguardo impacientemente até logo para continuar o vicio.
...
Parece que vem aí um vendavál. Pretendo fazer o que recomendam. Nada.


quarta-feira, 10 de outubro de 2018

Acabei de me apaixonar #13

Ultimamente só tenho andado com as minhas mochilas da parfois. São práticas e para o dia a dia são ótimas. Até para as viagens dão um jeito do caraças. Uma pessoa pode ter a mochila às costas e consegue tirar umas fotos e tal e não está sempre a poisar a mala e tal. Sujeita a esquecer-me dela nalgum sitio.

Por isso, sou super fã de mochilas. O que é prático é super importante para mim (deve ser da idade que tem vindo a colocar algum tipo de bom senso nesta cabeça) e como tal essencial. 

Porém, uma vez que já tenho três e em todas elas existe o castanho, agora para me armar em "Sra" queria uma mala digna da minha pessoa (se é que me entendem). Mas nessa busca deparo-me com isto e morro de amores. É que esqueci logo essa cena de querer ter uma mala normal. 

Não é fofinha?? dá vontade de agarrar e servir de almofada.... Tão linda!! ❤❤❤  (já não digo o mesmo do preço).

(Mochila Guess - aqui)

P.S.: E não é que também é em tons de castanho?! Tamanha é a pedrada. É que já não chega....

sábado, 6 de outubro de 2018

Vêm aí os 32....

(imagem: internet)

É verdade...já estamos em Outubro. Ainda ontem eu tinha arranjado um 31 e agora, quase quase a fazer os 32 aninhos. O tempo voa e cada vez mais depressa e apressado. Ou temos a noção de que temos de aproveitar tudo ao máximo ou então a vida passa por nós sem nos dizer um "Olá" sequer.

Mal cheguei de férias, do meu regresso da ilha (porque é que não fiquei lá??Já me perguntei isto não sei quantas vezes...) para a qual eu voltava já, não tive tempo para nada.Sempre a correr com as coisas do trabalho para resolver. O fim do mês de Setembro estava à porta e depois com outras peripécias que surgiram estive completamente "off" para tudo o resto.

Deixemo-nos de lamurias porque o caminho é em frente. Não há tempo a perder para olhar para trás. Estamos a menos de três meses para o dia de natal e acho que já está na altura de pensar nos presentes de natal se quero poupar e gastar o menos dinheiro possível. 

Para além disso, tenho em mente acabar ainda este ano o livro que tenho em mãos "A rapariga do comboio". Li muito pouco este ano. A ver vamos se consigo terminar este com o pouco tempo que tenho para a leitura.E isso não é desculpa.

A acompanhar quero ver se faço mais exercício fisico. Até agora, era uma caminhada aqui, uma corrida ali mas depois eram não sei quantos dias sem fazer nada e aquilo ficava por aquilo mesmo. Uma misérias. Determinação eu tenho e já desafiei a minha mãesinha para o mesmo. O meu filho Boris, nem se fala, passear é com ele, signifique isso o que significar. 

Objetivos não me faltam e não são difíceis de os ter. O pior é o resto. Foco é essencial.